quarta-feira, 11 de novembro de 2015

E falando sobre vinhos, fica a dica: Wine Summer 2015




De 12 a 15 de novembro, das 11h às 22h, o espaço recém-inaugurado Piknik Faria Lima abre suas portas para receber 15 vinícolas brasileiras e mais de 250 rótulos de espumantes nesta edição do festival  Wine Summer.

A entrada é franca e o visitante que desejar realizar a degustação de todos os vinhos poderá adquirir o seu ingresso oficial do Wine Summer na bilheteria, a R$ 60,00 ou antecipadamente pelo site da Ingresso Rápido, a R$ 45,00. A compra do ingresso dará direito à uma pulseira pessoal e intransferível e também a uma taça. O passaporte para os quatro dias custará R$80,00 na bilheteria e R$ 65,00 no Ingresso Rápido.

Chefs dos food trucks, quiosques e bikes irão preparar pratos de verão especialmente criados para a harmonização com os vinhos a venda. O evento contará também com os Wine Drops, apresentações realizadas duas vezes ao dia, com dicas de harmonização e informações sobre vinhos disponíveis, ministradas por especialistas como Eduardo Viotti.


Piknik: Avenida Rebouças, 3.128. Pinheiros – São Paulo – SP. Estação Faria Lima (Metrô – Linha 4 Amarela).

Vacas e vinho: boas novas!



Criadores de gado da raça Angus, no Canadá, têm incluído vinho tinto na alimentação das vacas. Segundo eles, a carne fica mais macia e saborosa. Recentemente,cientistas australianos publicaram dados obtidos alimentando vacas por 37 dias com os resíduos da colheita. Substituindo a ração tradicional por sementes, cascas e engaços de uvas, fornecidas pelas vinícolas, as vacas produzem mais leite e de melhor qualidade - cinco vezes mais rico em ácidos graxos (ou gordos), chamados de gorduras boas, importantes para a prevenção de câncer e doenças cardiovasculares. Além disso, chegaram à conclusão de que as vacas produzem 20% menos emissões gasosas orgânicas, o famoso gás metano, considerado um dos principais gases do efeito estufa. Se quiser saber mais, leia o artigo Gone with the wind: study finds cows fed wine dregs emit less methane, no site do The Sidney Morning Herald, disponível em www.smh.com.au.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Cena a Tre no Eataly


Termina hoje o evento Cena a Tre
José Barattino, chef-executivo do Eataly, recebe Davide Scabin, do Combal Zero, com duas estrelas Michelin, e Daniel Redondo, do Maní, para um jantar harmonizado com vinhos, no restaurante Brace.

Coquetel (por José Barattino)
Bruschetta de queijo de cabra e cogumelos
Arancini

Antipasti (por José Barattino): Vieiras curadas, ervilhas e queijo de ovelha
Primo piato (por Daniel Redondo): Peixe do dia com caldo de frango e tubérculos
Secondo piato (por Davide Scabin): Pote à piemonte - língua, timo e filé

Sobremesa à 6 mãos- Caffè italo-brasiliano

Local: Brace Bar e Griglia - 2º Piso do Eataly
Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubistchek, 1489
Preço: R$ 190,00 por pessoa (inclui bebidas e serviço)
Capacidade: 120 pessoas por dia
Informações: Telefone (11)3279-3300 ou informações@eataly.com.br

Jantar Magno no Esquina Mocotó

Rodrigo Oliveira e Thiago Castanho
Ainda hoje, com o tema "Comida de família", os chefes Rodrigo de Oliveira e José Oliveira de Almeida, recebem a família Castanho, do Remanso do Bosque de Belém (PA), para um jantar que propõe a mistura de duas vertentes da gastronomia brasileira: a nordestina e a amazônica.

Horário: 20h30
Preço: R$190,00 (bebidas inclusas)
Informações e reservas: (11) 2949-7049

Vive la cuisine!



Emmanuel Bassoleil, ao lado de Claude Troisgros e Laurent Suaudeau, lança hoje o livro Vive la cuisine - Os chefs que mudaram a gastronomia no Brasil, que traz biografia, fotos do acervo pessoal e 35 receitas. Comparados pelo jornalista Dias Lopes aos "Três Mosqueteiros", os chefs compartilham 35 receitas que mesclam técnicas tradicionais francesas com ingredientes brasileiros. 

O lançamento acontece com noite de autógrafos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, às 18h30. (Boccato Books, 144 págs., R$ 119,90)


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Luís XIV: ciúmes, inveja e vingança do Rei Sol

Nicolas Fouquet (1615-1680) era um nobre francês, rico, inteligente, ambicioso e vaidoso, protegido do cardeal Mazarino, tutor de Luís XIV. Ao tornar-se o todo poderoso superintendente das finanças da França, Fouquet restabeleceu a credibilidade das finanças do Reino e, gozando de privilégios econômicos, multiplicou sua fortuna tornando-se um dos homens mais ricos do país. Vaux-de-Vicomte é um magnífico castelo a cerca de 50 km a sudeste de Paris, construído à custa de Fouquet ao longo de cinco anos por 18 mil operários comandados pelo arquiteto Louis Le Van, o paisagista André Le Notre e o pintor Charles Le Brun. Ao término da construção de seu castelo resolveu organizar uma festa suntuosa para recepcionar o rei e sua corte.

Luís XIV, então com 23 anos, chegou à festa com sua mãe, a rainha Ana da Áustria, e cerca de seiscentos nobres. Acompanhados por Fouquet, andaram pelos 3km de jardins da propriedade com incontáveis canteiros de flores, conhecendo seus lagos e suas magníficas fontes. Ao final da caminhada, foram presenteados com um banquete executado pelo famoso maître d´hotel François Vatel, composto por travessas de manjares exóticos, bandejas de carnes de caça, jarras de vinho, de espumantes, de sucos e licores, pães quentes, cestas de frutas e potes de doces em calda. Ainda para entretê-los, o comediante Molière representou Las Fâcheus, uma comédia-ballet, enquanto aguardavam um sensacional sorteio de diamantes para as damas e armas para os cavalheiros. Após o sorteio, houve queima de fogos de artifício que custou a bagatela de 16.000 francos.

Este excesso de luxo foi motivo de ciúmes, inveja e vingança do rei Luís XIV que furioso se recusou a pernoitar no castelo. Semanas mais tarde, no dia 5 de setembro de 1661, a mando do Rei Sol, o mosqueteiro D´Artagnan surpreende Fouquet com uma ordem de prisão perpétua. Preso Fouquet, Luís XIV decidiu construir o palácio de Versailles pelas mãos dos mesmos técnicos e artistas que haviam construído o Chateau de Vaux le Vicomte. Despojado de grande parte de seu acervo pelo rei, o castelo foi salvo da demolição em 1875, por um rico industrial, Alfred Sommemlier, que dedicou sua vida a restauração desse patrimônio.

E falando em Vatel, o que temos para hoje?



Waffles com morangos e chantilly
8 porções

Ingredientes
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
2 ovos
1 ½  xícara de leite
2 colheres (sopa) de óleo
1 colher (chá) de essência de baunilha

Preparo
Em um recipiente, peneire a farinha de trigo, o açúcar, o fermento e o sal. Reserve.
Em outro recipiente misture os ovos batidos com o leite, o óleo e a essência de baunilha.
Despeje sobre a mistura de farinha e incorpore os ingredientes.
Pincele o aparelho para waffles com manteiga.
Coloque uma concha rasa de massa e deixe assar até a massa ficar bem dourada.
Sirva com morangos e chantilly.

Foto e receita Kenzo Fco

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

E nesse meio tempo...

Concentrei-me em apenas uma tarefa: concluir o Minidicionário de Enologia em 6 Idiomas, lançado no começo de setembro.

Resolvi pedir ajuda, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

Comecei o aprendizado de dizer "não" sem me sentir culpada e sem medo de magoar.

Descobri que não sou imprescindível. Tudo anda sem minha atuação, a não ser eu mesma. Por mais que isso me desagrade.

Tentei evitar me envolver na ansiedade e tensão alheias.

Entendi que minha família não sou eu. Ela está junto de mim, mas não é minha própria identidade.

Percebi o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

Aprendi a diferença entre rigidez e firmeza.

Descobri que um prazer recompõe mais que algumas horas de sono.

Assumi o saudável compromisso de não abandonar minhas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

Entendi - creio que definitivamente -,  que sou o que faço a mim mesma...

Uma adaptação livre de um texto que jamais consegui descobrir o autor.